PÁGINA PESSOAL DE RUI BRANCO


Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
O Tempo não passa...VOA!

 

A ficha de jogo, que acima publicamos, trata-se da primeira da equipa de Juvenis do F. C. Ota, que na temporada de 1987/1988, começou a competir oficialmente, na IIª divisão distrital, da Associação de Futebol de Lisboa.

Trata-se, sem dúvida, de um documento histórico, que foi religiosamente guardado pelo falecido Armando Beijinha e que chegou à nossa posse, ainda em vida, das mãos do histórico dirigente do F. C. Ota.

O primeiro adversário, o Dagorda, foi logo brindado com uma derrota por 3-1, numa época em que ficamos, se não me falha a memória, em 4º ou 5º lugar. Creio ainda, que não perdemos nenhum jogo em casa, embora fora do nosso reduto, os resultados não tivessem sido muito positivos.

Olhando para os nomes na ficha de jogo, relembramos com muita saudade dois amigos que partiram demasiado cedo para o «outro lado». O Hugo, que neste jogo foi o autor dos três golos e o Sérgio, que na altura do seu falecimento, já jogava nos juniores do Carregado.

Alguns destes rapazes, hoje com 36/38 anos, ainda convivem diariamente com este vosso escriba, como o sub-capitão Pedro Maia, ou o actual director do clube João Mateus, ou ainda o Adérito Sousa.

Com outros o contacto é mais espaçado, embora regular, como o capitão Jorge Miguel, a viver em Leiria, ou o João Santos, que ainda há duas épocas jogava nos seniores do clube, o José João Delfim, que reside em Alhandra, ou ainda, os manos Deodato, o Manuel Filipe e o Domingos José, bem como o Fernando Sousa, mais conhecido por «Besugo».

Os irmãos Jaime e Pedro Descalço foram viver para outro local, assim como o Nuno Lima e raramente são vistos por estas bandas, bem como o Paulo Lameira a residir no estrangeiro.

Decerto repararam que não havia guarda redes suplente, visto que há última hora, o habitual titular da equipa, nomeadamente nos jogos de pré-temporada, viu-se impedido pelo seu superior hierárquico (leia-se progenitor) de participar nesta competição. 

Perdeu o F. C. Ota mais um «frangalheiro», porque os estudos estavam em 1º lugar.

No fim de contas nem guarda redes e nem grande estudante, mas ficou para sempre a admiração pelo posto mais complicado e, ao mesmo tempo, mais sedutor de uma equipa de futebol. 



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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
RALIS DE ALENQUER

 

O troféu regional “Ralis de Alenquer” está de regresso, já no próximo dia 1 Março, com a realização da 1ª prova da época 2009.

O rali do Cadaval inaugura a época de competição com a 5ª edição desta prova. O troço de 9,5 kms será percorrido por quatro vezes no próximo Domingo (duas de manhã e outras duas à tarde).

 

O calendário de provas para 2009 é o seguinte:

01/03/2009 – Rali do Cadaval

05/04/2009 – Rali dos Carreiros

09 e 10/05/2009 – Rali do Sobral de Monte Agraço

06 e 07/06/2009 – Rali de Cheganças

05 e 06/09/2009 – Rali das Caldas da Rainha

11/10/2009 – Rali da Labrugeira

 

Pedro Maia, de Ota, volta a ser o navegador de Mário Pires, o qual conduzirá um Toyota Celica GT4 de tracção total, com aspirações a lutar pelos cinco primeiros lugares da geral.

A edição deste ano, abrange 4 concelhos da região oeste (Alenquer, Cadaval, Caldas da Rainha e Sobral de Monte Agraço).



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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
RALI DE LABRUGEIRA

Foto: Mário Pires e Pedro Maia (foto gentilmente cedida por Mondegosport).

 

Teve lugar no passado dia 15 e 16 de Novembro o Rally da Labrugeira. Esta prova “extra campeonato”, serviu para fechar a temporada de rallys regionais e foi a oportunidade de promover um salutar convívio entre os participantes sem a pressão dos resultados, bem como dos pontos para o campeonato. De qualquer forma a prova teve a tutela da FPAK, para que tudo estivesse dentro da legalidade.

Esta foi uma prova diferente. Teve início numa super especial nocturna, dentro da Labrugeira, o que levou algumas centenas de pessoas até ao local, mesmo suportando a temperatura muito baixa daquele dia/noite. Esta super especial tinha cerca de 2 KM divididos entre terra e asfalto, sendo os últimos metros percorridos na já tradicional pista de perecias, e acabando dentro do campo de futebol. Esta primeira PEC de 2 KM feita à noite, serve para divertir os espectadores e para perder o rally, por isso fomos bastante conservadores e acabamos por realizar apenas o 6º tempo a 5 segundos do mais rápido. Foi estranho, pois já não fazia uma especial à noite desde o Cadaval 2006 e tudo parecia bastante diferente.

No domingo dia 16, à hora marcada os carros começaram o Rally. Apesar da prova ser organizada pela FPAK, foi-nos atribuído o numero 15, o que não faz muito sentido, pois acabamos o campeonato na sexta posição. Esta situação acabaria mais tarde por influenciar a decisão do Rally. Fizemos a reclamação deste facto, uns dias antes do rally, mas não fomos atendidos na nossa legítima pretensão. Estávamos bastante confiantes para esta prova, o carro estava em condições óptimas para a prova, depois dos problemas com a direcção assistida, no ultimo rally. Fizemos um bom teste de estrada uma semana antes na pista de auto-cross da Carvoeira e tudo estava bem com o carro.

Na partida para a 2ª Pec na manhã de domingo, verificamos que existia uma pequena fuga de água o que levou a alguma apreensão. Depois do arranque, tomei mais atenção às temperaturas do que às notas, pois estávamos preocupados com a fuga, felizmente tudo acabou bem e fizemos o melhor tempo da 1º passagem da manhã, deixando o Mário Seabra a mais de 5 segundos e o António Nunes (Sierra Cosworth), a mais de 9 segundos. Num troço de 7KM estas diferenças eram bastante significativas.

No arranque para a segunda passagem da manhã, e depois de resolvido o problema da fuga, sabíamos que tínhamos de atacar, pois os nossos concorrentes iam querer responder ao nosso bom tempo da primeira passagem. Na segunda passagem, com mais confiança ainda, fizemos um tempo “canhão” deixando o Mário Seabra a mais de 15 segundos e o António Nunes a cerca de 13 segundos. Para a entrada da última prova especial de classificação, “PEC”, e depois de termos sido justamente penalizados com 20 segundos por entrada tardia no parque de assistência, arrancamos ainda assim, com cerca de 1 segundo de vantagem para o Mário Seabra e pouco mais de 1 segundo para o António Nunes. Ou seja, no arranque da última especial estava-mos na frente do rally mesmo depois da penalização.

A última especial para nós é normalmente feita com muita confiança, e tendo em conta os tempos tudo apontava para uma vitória nossa, com mais ou menos dificuldade, até porque a diferenças de tempos em prova eram bastante significativos. Nessa lógica bastava ser rápido e esperar pelo tempo do Seabra e o António Nunes.

Como este ano já nos tinha acontecido quase tudo, faltava apenas ser obrigado a parar no troço, por problemas de outros concorrentes. E foi isso que aconteceu, na parte final do troço, numa zona apertada, o Mazda 323 4WD, sofreu um despiste arrancou uma das rodas e ficou imobilizado no troço, o que levou um comissário a interromper a nossa prova. Percebi imediatamente que tínhamos acabado de perder o rally, pois segundo o regulamento iria ser-nos atribuído o melhor tempo do concorrente a terminar a prova em condições normais antes do acidente. Ora esse concorrente era o Daniel Ferreira, (BMW325 IX) e na última passagem realizou o seu melhor tempo, 5,57,02., com a atribuição deste tempo, acabamos a prova em segundo lugar a cerca de 15 segundos do vencedor que foi o António Nunes e com uma vantagem de 41 segundos para o 3º classificado que foi o Daniel Ferreira.

Não ficou espelhado na classificação o verdadeiro andamento do rally, mas existem regras e afinal temos de as respeitar, embora este caso seja de uma enorme injustiça. No primeiro rally deste ano, perdemos o segundo lugar à geral, porque o colégio de comissários, “a bem da verdade na estrada” (expressão usada pelo director do colégio de comissários) resolveu não aplicar as regras. Nesta prova, a bem das regras, o mesmo colégio de comissários resolveu aplicar as regras e dar-nos um tempo de um concorrente que não deveria estar a partir à nossa frente, (como referi no inicio da crónica, a lista estava errada) e que o seu melhor tempo no rally é 24 segundos pior que o nosso melhor. Dito de outra forma, o seu melhor tempo é 12 segundos que o nosso melhor.

Mais tarde na crónica final do ano, vou falar um pouco sobre estas injustiças.

Um segundo lugar para a dupla que foi mais rápida em todo o rally, mesmo assim saímos razoavelmente satisfeitos, pois o carro esteve sempre muito bem, o que nos motiva ainda mais para o campeonato de 2009.

 

Um abraço a todos

Pedro Maia

 

Para consultar a classificação completa clique aqui



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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008
TROFÉU REGIONAL RALIS DE ALENQUER

RALI DA MURTEIRA - 05/10/2008

 

No passado domingo dia 05 de Outubro realizou-se na Murteira (Cadaval) o ultimo Raly do Troféu Regional.

Depois de não ter participado na prova anterior, (Raly das Caldas) por ter uma lesão nas costas. Regressei a esta ultima prova cheio de esperança em fazer um bom resultado, mas também um pouco apreensivo, pois era o voltar do Célica GT4, depois do incidente no raly de Cheganças. Passados mais de 3 meses o carro volta a competir, mas sem ter feito qualquer tipo de teste sério antes de arrancar para a 1ª especial deste raly. Esta situação, não nos deixava tranquilos, mas de qualquer forma o importante agora era fazer o raly e ver como se portava a maquina. Depois de feitas as verificações técnicas, o carro entrou em parque fechado para sair de lá poucos minutos antes do arranque. No momento antes de sair para a 1ª especial, o Mario Pires, apercebe-se de uma pequena fuga de agua, nada de importante, mas o suficiente para que a condução e confiança não tenham saído e o resultado desta 1ª passagem foi fraquinho, ainda assim nos 10 primeiros. O carro acabou por estar bastante bem e apesar de recentemente totalmente reparado, o motor teve um desempenho bastante bom. Isso elevou a confiança e a segunda passagem já foi mais consentânea com as nossas aspirações e depois desta estávamos entre os cinco primeiros. Estas duas passagens da manhã foram muito disputadas, entre todos os participantes dos lugares cimeiros. José Merceano, que acabou por ganhar o Raly e o Troféu, desde cedo ganhou distancia para os concorrentes, sendo mais ou menos evidente, que só um azar o poderia fazer perder o raly para o Carlos Valentim. Estes dois foram demasiado fortes para a restante concorrência, não só neste raly como afinal a época inteira.

Nos dois troços da tarde a sorte mais uma vez não esteve ao nosso lado. Tal como tinha acontecido no Sobral, um tubo do circuito de óleo da direcção cedeu e ficamos mais uma vez sem direcção assistida, por mais de 5 Km, o que tornou impossível uma condução rápida. Nesta 3ª especial acabamos por deitar por terra as esperanças de conseguir lutar por um bom lugar no raly e ao mesmo tempo o 4 lugar à geral no troféu.

Uma palavra especial para os pilotos dos veículos de tracção à frente, pois foram capazes de fazer tempos próximos da frente e deram um espectáculo de condução às centenas de espectadores que estiveram presentes.

Estava reservada para a última passagem, uma situação inédita para mim. Ao fim de dois kilometros de troço, começamos a apanhar pó do veiculo da frente, sem saber o que se passava continuamos, com visibilidade muito reduzida, aumentando os riscos de condução. Para nossa grande surpresa avistamos um nosso concorrente, no raly e no troféu, em marcha lenta pelo troço. Quando teve várias oportunidades para parar não sei porque razão não o fez. Acabou por faze-lo, numa zona excepcionalmente rápida, onde deveríamos passar a cerca de 170KMH, tivemos de parar para o poder ultrapassar, pois o espaço era tão reduzido, que partimos o espelho retrovisor. Foi pouco leal o comportamento deste colega e concorrente.

Assim acabamos por ficar num modesto 11ª lugar, o que nos relegou para uma 6ª posição final no troféu, com os mesmos pontos dos 5 e a dois pontos do 4º lugar.

Destaque para a vitória final no troféu de José Merceano, segundo lugar para Carlos Valentim e 3º lugar para o Bruno Ferreira.

O troféu está encerrado e ainda não se conhece as datas para o próximo ano. Vai ainda existir uma prova extra campeonato na Labrugeira, nos dias 15 e 16 de Novembro, onde vamos estar presentes e queremos lutar pelos lugares do pódio.

O final da temporada será marcado pela entrega de prémios, já tradicional feita na romeira e nessa altura farei também um pequeno balanço da época aqui no blogota.

Um abraço a todos,

Pedro Maia

Foto: Mário Pires/Pedro Maia

 

Pode consultar aqui as classificações e os tempos registados no Rali da Murteira 2008



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Terça-feira, 29 de Julho de 2008
TROFÉU REGIONAL RALIS DE ALENQUER

BALANÇO (após 4 provas)

 

Por: Pedro Maia (Navegador do piloto Mário Pires)

 

Agora que as férias se aproximam, gostava de fazer um pequeno balanço da época desportiva e ao mesmo tempo projectar o que será o final de temporada com os dois ralis que faltam.

Até agora a época está a ser marcada por uma grande competitividade. Tem existido bastante disputa para os lugares do pódio, mas também os lugares seguintes ficam muito próximos dos primeiros. Isto leva a bons espectáculos em todos os ralis, muita emoção na luta pelos lugares cimeiros, sendo que a grande afluência de publico às especiais acaba por ser uma consequência desta competitividade. Gostaria de destacar as prestações do Carlos Valentim, no bem preparado Escort Cosworth. Sempre foi um piloto rápido, mas este ano está a mostrar uma regularidade e consistência, que não lhe era reconhecida. O José Merceano está também a fazer uma excelente carreira neste troféu. Não lhe retirando nenhum mérito, também é verdade que a sua montada é de outro campeonato. A nossa equipa tem lutado pelos lugares do pódio. Conseguimos um terceiro lugar na primeira prova, mas ainda não fomos capazes de repetir esse lugar. Algum azar com a evolução do carro. Problemas de juventude do mesmo, e obviamente adaptação ao carro. Mesmo assim considero que estamos a fazer uma época bem positiva, afinal como demonstra o quarto lugar à geral no Troféu.

 

A última prova, como tiveram oportunidade de ler aqui, não terminou nada bem, visto termos concluído apenas a primeira especial. Um pequeno incêndio ditou o abandono. Lamentavelmente esse incidente danificou de forma séria o nosso motor e neste momento estamos a definir o que fazer para ter a viatura pronta para o próximo rali. Esta situação pode influenciar os restantes ralis, pois não sabemos ainda que motor vamos ter e em que condições? Será que vamos poder continuar a lutar pelos lugares do pódio, ou vamos perder competitividade?

Para a equipa numero 4 ainda existe algumas dúvidas, pois a questão financeira é fundamental, e com apoios quase inexistentes, todos os passos tem de ser dados com muita atenção e ponderação. Excessos de investimento no passado, fez com que os ralis na nossa região, quase desaparecessem. Por isso e no que a nossa equipa diz respeito, o investimento será feito à medida das nossas capacidades e com algum apoio externo, (tenho de fazer referencia à AutoMac, pois tem sido um grande apoiante da nossa equipa) assim ainda existem algumas incógnitas.

Uma coisa podemos prometer, continuar a dar o nosso máximo para nosso gozo e sempre a pensar na diversão de quem gosta de nos ver andar.

 

Um abraço a todos e boas férias.

 

Em Setembro estou de volta

 

As fotos publicadas neste post são da autoria de Bruno Matos 

 

Carregue aqui para aceder à classificação geral do troféu Ralis de Alenquer  



publicado por BLOGOTA às 19:50
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
TROFÉU REGIONAL RALIS DE ALENQUER

RALI DE CHEGANÇAS - 01/06/2008

Foto: Mário Pires/Pedro Maia

 

No passado dia 1 de Junho realizou-se a quarta prova do troféu de ralis de Alenquer. Esta prova foi organizada pelo clube organizador do Troféu e na verdade era de esperar um pouco mais.

Em Cheganças, sabíamos que podíamos contar com um excelente troço, que o publico iria estar presente, que os pilotos iriam comparecer e que o espectáculo era garantido. O que não poderia ser previsto, era um conjunto tão alargado de desistências nos homens da frente, nem tão pouco, algumas ineficiências da organização.

A experiencia adquirida, bem como a visualização de organizações, como a do Sobral, deveria ser suficiente para não se cometer alguns erros, quase básicos. Não quero com estas palavras, maltratar a organização, pois fácil é criticar, quero apenas chamar à atenção para alguns pormenores.

Não consigo entender porque razão obrigam os participantes de uma prova oficial, a fazer gincana entre ruas e ruelas dentro do Camarnal, quando podíamos usar as vias principais, tal como no Sobral. A obrigação de colocar os reboques fora do parque de assistência é outra curiosidade que não consigo entender, ainda para mais com tanto espaço disponível. A sala da Sociedade Recreativa de Cheganças é manifestamente pequena para receber tanta gente e servir Dobrada com Feijão Branco, para quem está a praticar uma actividade desportiva intensa é também uma ideia muito curiosa.

Por ultimo e a mais grave de todas as situações, (a situação que vou relatar, apenas a observei nos dois troços da manhã, mas não sei se foi alterada para os troços da tarde) que tive oportunidade de assistir durante este rali: o final do troço era uma estrada larga, que continuava por uns duzentos metros depois do controlo final, espantado fiquei, depois de infelizmente ter desistido, verificar que viaturas de particulares vinham em sentido contrário praticamente até ao controlo, tendo muitas vezes, os comissários de chegada, de se levantar, para dar indicações a pessoas que estacionavam as viaturas mesmo no final do troço. Não entendo como não se colocou um sinal de passagem proibida no início da recta, ou então como não se colocou um dos GNR´S naquela zona para controlar o tráfego.

A sorte nem sempre é uma opção.

Agora é chegada a hora de falar da participação da equipa número 4. Como é óbvio partimos para esta prova com níveis de confiança muito elevados, o carro foi recuperado dos danos feitos na pequena saída de estrada no Sobral, e a direcção assistida que nos tinha causado um atraso significativo na última passagem também foi recuperada, foram feitos alguns acertos ao nível das suspensões, molas e outras pequenas coisas para que o carro pudesse estar perfeito para este rali.

No sábado anterior à prova fizemos um pequeno teste de 4 ou 5 km e tudo estava pronto. Depois das verificações e de uma ultima passagem pelo troço, quando o sol ainda nascia, só faltava esperar pelo sinal verde da partida e atacar desde o inicio, pois era importante uma classificação nos 3 primeiros, para poder estar no pódio do troféu. Mas os ralis nem sempre são como nós gostamos e desta vez a fava saiu ao carro numero 4.

Depois do arranque nada fazia prever o que viria a acontecer, o troço estava a correr muito bem, o comportamento do carro estava a ser bastante bom, mesmo com o troço ainda muito sujo, a leitura dos instrumentos de medição, mostrava um carro perfeito. Depois de dizer ao Mario Pires, para dar tudo naqueles metros finais, reparo que a dada altura deixa de acelerar, quando lhe pergunto o que se passa, para grande espanto meu, ele aponta para o capot, donde saia lume em direcção ao vidro. Neste momento o controle de tempo estava mesmo à nossa frente e levamos o Celica até ao final. Depois de parar, conseguimos sem grande dificuldade apagar as chamas, mas o Rali tinha terminado ali. Um pequeno tubo, que serve para medir a pressão do óleo, soltou-se do sítio, derramando óleo por cima do motor e escapes, provocando inevitavelmente um pequeno fogo no compartimento do motor.

Os ralis são mesmo assim, só nos resta esperar por melhor sorte para o próximo.

Quanto ao Rali, mais uma vez o José Merceano com o Lancer EVO 4 acabou por vencer. Teve alguns problemas nas duas ultimas especiais o que permitiu o aproximar do Carlos Valetim com o Escort Cosworth.

Em terceiro lugar ficou o espectacular Nelson Cardoso, com o seu Golf tração dianteira.

De referir que quase todos, os grandes animadores do troféu acabaram por ter problemas. Nós ficamos pela 1º especial, o Bruno Ferreira e depois de uma excelente 1ª especial, partiu o acelerador o que o fez perder 3 minutos. O Ricardo Pinheiro teve uma saída de estrada na última passagem, tal como aconteceu ao Mário Seabra. Nenhum destes pilotos pontuaram, logo a luta pelo pódio do troféu continua em aberto.

Um abraço a todos e até Setembro.

 

Pedro Maia

Foto: Mário Pires/Pedro Maia

 

PODE CONSULTAR AQUI A CLASSIFICAÇÃO E OS TEMPOS REGISTADOS 



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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
TROFÉU REGIONAL RALIS DE ALENQUER

RALI DO SOBRAL - 04/05/2008

Foto: Mário Pires/Pedro Maia (6º classificados na geral)

 

No passado Domingo dia 4 disputou-se a terceira prova do Troféu de Rallys de Alenquer. Desta vez foi a vila do Sobral a receber mais uma prova e em boa hora, pois a organização foi bastante alem do que tem sido feito. A organização  proporcionou finalmente alguma dignidade a todos aqueles que gostam de rallys e investem o seu dinheiro nesta actividade. A centralização de toda a prova no centro do Sobral, permitiu dar alguma visibilidade aos patrocinadores e permitiu também aproximar os amantes e os curiosos das máquinas e dos pilotos. Mais uma vez a lista de inscritos era de grande qualidade e com quase 40 equipas inscritas, estava prometido desde logo muito espectáculo e emoção pela luta dos lugares cimeiros.

O troço escolhido pela organização tinha cerca de 6.5 km e um traçado quase todo ele feito de novo para esta prova. Era um troço bastante trabalhoso e muito estreito, logo os erros e os excessos podiam sair bastante caro. E foi o que aconteceu, das 37 equipas à partida só 27 chegaram ao fim do rally. Alguns pequenos acidentes e problemas mecânicos provocados pelos mesmos fizeram com que 10 equipas ficassem pelo caminho.

No que respeita ao rally, o desfecho acabou por ter um “actor” conhecido; José Merceano no Mitsubishi Evo IV, dominou a prova desde o primeiro troço e rapidamente ficou claro, que só um azar, lhe poderia retirar a vitória em mais uma prova. A luta estava reservada mais uma vez pelos lugares do pódio. E para esta luta os actores também já estão identificados e acredito sinceramente que muitos dos que se deslocam aos troços deste troféu, (este ano tem sido um sucesso a este nível, pois são largas centenas de pessoas as que se distribuem pelos troços) querem mesmo ver essa luta e não têm sido defraudados. Nesta prova e seguindo a classificação do troféu, a equipa numero 4 saia para a estrada na terceira posição, o que mais uma vez iria fazer com que na primeira passagem apanhássemos o troço ainda muito sujo. Ainda assim conseguimos fazer a terceira marca no troço inicial, perdendo para o José Merceano e para o Carlos Valentim, mas ganhando preciosos segundos, ao Ricardo Pinheiro que foi o primeiro na estrada, (maior dificuldade pelo estado do piso) mas principalmente a quem vinha atrás. Batemos nesta primeira passagem o Bruno Ferreira, o Mario Seabra, e um surpreendente João Neves, que ao volante de um Mazda 323 4x4, fez um excelente rally e parece querer entrar nesta luta pelos lugares cimeiros. Nos troços seguintes assistiu-se à luta prometida. Com os problemas do Ricardo Pinheiro na segunda passagem, o piloto da casa ficou irremediavelmente afastado de lutar pelos lugares do pódio bem como pela liderança do troféu. De referir que a nossa equipa estava na paragem para o almoço em segundo lugar da classificação, beneficiando é verdade de uma situação pouco simpática para o Carlos Valentim, pois este foi prejudicado pelos problemas do Ricardo na segunda passagem, ficando com um tempo oficioso, que o fazia cair na classificação. Esta situação foi resolvida ainda antes da saída para o terceiro troço, ficando o Carlos Valentim com o segundo lugar, justo de facto, mas mais uma vez o colégio de comissários tomou uma medida que não é suportada pelos regulamentos, mas aqui quero falar de rallys e não de problemas de secretaria. Assim a luta pelo último lugar do pódio só ficou definido no último troço. A nossa equipa saiu para o ultimo troço a dois segundos do Bruno Ferreira que já nos tinha ganho essa posição depois do terceiro troço e com 3 segundos de avanço do Mario Seabra. Apesar de uma saída violenta (para a mecânica) na penúltima curva antes da tomada de tempo na terceira passagem, que nos fez perder segundos preciosos, estava-mos bastante confiantes na recuperação do terceiro lugar, pois as ultimas passagens são as nossas preferidas. Mas como sempre digo, os Rallys só terminam no fim e desta vez o azar bateu à nossa porta. Provavelmente resultado da nossa saída de estrada, a direcção assistida do Toyota cedeu no primeiro quilómetro do último troço, o que nos impediu de lutar pelo pódio, pois nestas condições é impossível guiar depressa, para alem de perigoso. Perdemos muitos segundos, mais de 40, o que nos relegou para o sexto lugar.

Foi um bom rally até a este momento, mas temos de levantar a cabeça e preparar o carro para que no Rally de Cheganças dia 1 de Junho, possamos estar prontos para a luta.

Queremos ir o mais além possível e enquanto for possível vamos continuar a lutar pelo lugar mais alto do troféu.

Continuamos no terceiro lugar do trofeu, com os mesmos pontos do José Merceano. O Bruno Ferreira subiu ao segundo lugar e o Carlos Valentim é neste momento o líder.

Um abraço a todos e estou de volta depois do Rally de Cheganças.

 

Pedro Maia

Foto: Carlos Gomes/José Pereira (14º classificado na geral).

 

 PODE CONSULTAR AQUI A CLASSIFICAÇÃO E OS TEMPOS REGISTADOS  



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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008
TROFÉU REGIONAL RALIS DE ALENQUER

RALI DOS CARREIROS - 06/04/2008

Foto: Mário Pires/Pedro Maia (5º classificados na geral)

 

No passado dia 06 de Abril, disputou-se a segunda prova do troféu regional de ralis. Depois da grande disputa pelos lugares cimeiros no rali que abriu a época, a expectativa era grande para esta segunda prova. Desde logo o regresso de José Merceano, no competitivo Mitsubishi Evo IV, mas também do Nelson Cardoso no seu Golf III, este ultima com a vantagem de correr em casa.

Esta prova teve mais uma vez um elevado numero de concorrentes, (44 equipas à partida). Teve também um excelente público, que se deslocou em grande número até à bonita especial. Desenhada entre pomares e vinhas, com grandes anfiteatros naturais, a fazer lembrar algumas zonas do Montejunto, onde o publico podia assistir a grande parte do troço.

Foto: José Merceano/Francisco Pereira (Vencedor absoluto da prova)

 

A prova ficou marcada pelo abandono prematuro do campeão do ano passado, (Mário Seabra) o que desde logo veio diminuir a luta pelos lugares cimeiros.

A história do vencedor do rali acabou por ser curta, pois o José Merceano entrou a todo gás e logo no primeiro troço consegue uma diferença de 6 segundos para a segunda marca, feita pelo Carlos Valentim no Escort Cosworth. Na verdade o José Merceano acaba por beneficiar na primeira passagem, pois tem o troço mais limpo, porque era um dos últimos pilotos na estrada. Na segunda passagem o Carlos Valentim faz um excelente crono, aproximando-se do tempo feito pelo Merceano, mas foi por pouco tempo, pois na segunda passagem o Merceano desce mais uma vez o seu tempo e começa desde logo a ficar claro, que só um erro pode roubar a vitória ao piloto do Evo IV.

Com o Carlos Valentim no seu competitivo Escort a fazer um rali de grande qualidade, aliado ao grande conhecimento do troço, pois vive a poucos kilometros do mesmo foi difícil para os restantes pilotos lutar, por outro objectivo, que não fosse o ultimo lugar do pódio. E foi essa luta que animou todo o rali, com cinco pilotos em condições de lutar pelo lugar.

Foto: Carlos Gomes/José Pereira (Vencedor da Tração Traseira).

 

Falando agora do carro Nº 4 e da equipa que faço parte, este foi um rali de mais experiências e adaptação ao carro. Depois do primeiro rali, percebemos a necessidade de ajustes mecânicos. A direcção foi melhorada, a suspensão foi revista, não só na altura ao solo, bem como na própria capacidade de resistência. Colocamos também novas pastilhas, com maior tolerância ao calor e um conjunto de pequenas mudanças pouco perceptíveis.

Na primeira passagem pelo troço, aconteceu aquilo que ninguém gosta. Já na contagem decrescente para o arranque, o comissário da partida anula a mesma pois está um carro parado no troço (Mário Seabra, depois de partir o turbo). Depois de resolvida a questão, acabamos por ser nós a abrir o troço, pois o Ricardo Pinheiro que tinha saído antes de nós, também não concluiu o mesmo, sendo atribuído ao Ricardo o nosso tempo na especial. Os 3,49,67 acabaram por ser um tempo razoável, e dava-nos o 3 lugar no final da terceira passagem. Na segunda passagem, e depois de perceber que as modificações nos travões, permitiam uma travagem mais forte e mais tarde, ficou determinado que seria uma passagem de ataque, pois era importante e também possível, baixar o tempo. Foi de facto uma passagem ao ataque, mas onde as coisas não correram nada bem. Fomos demasiado agressivos, com travagens muito no limite, com um salto exagerado, que nos fez aterrar fora da estrada. Quando a táctica era ganhar tempo, acabou por funcionar ao contrário, e perdemos para a nossa primeira passagem cerca de 73 décimas, enquanto os nossos directos adversários acabaram por baixar para o segundo 47, ganhando praticamente 3 segundos à nossa equipa.

Foto: Mário Pires/Pedro Maia, de Ota, pilotando um Toyota Celica.

 

Na parte da tarde, não existia outra alternativa senão atacar e foi isso que fizemos. A luta pelo terceiro lugar era dividida entre nós o Bruno Ferreira, (Lacia Delta) e o Ricardo Pinheiro, (Toyota Celica 4WD).

No terceiro troço conseguimos recuperar quase um segundo para o Bruno, mas voltamos a perder mais de um segundo para o Ricardo. Tudo ficou adiado para a última passagem, e como todos sabem, (nos ralis) normalmente fazemos ultimas passagens muito fortes, a expectativa era muita. E neste caso nenhum de nós podia gerir o quer que fosse, pois éramos os 3 carros a abrir as passagens, e na verdade estávamos todos ao mesmo tempo no troço, logo só podíamos atacar e esperar ser mais forte.

A última passagem foi a nossa melhor com 3,43,85, mas o Bruno esteve muito bem a defender a sua posição, pois faz 3,44,00, garantindo assim o quarto lugar com uma vantagem de menos de um segundo. O Ricardo perdeu dois segundos na última passagem para nós, mas foi suficiente para manter o terceiro lugar na prova com pouco mais de um segundo para o quarto e dois segundos para a nossa equipa que acabou no quinto lugar.

Foi pena não termos conseguido chegar ao 3 lugar, pois esse lugar tinha dado desde já a liderança no campeonato. Estamos ainda assim no terceiro lugar e acredito que esta vai ser uma luta de regularidade, pois são apenas 6 provas e qualquer erro pode custar o afastamento em definitivo da luta pela conquista da vitória final.

Dia 04 de Maio a prova regressa, com o Rali do Sobral. Acredito que a luta pelos lugares do pódio vai continuar bastante dura, mas estamos preparados e motivados a continuar a andar depressa e a lutar pelo melhor lugar, todos os Ralis.

 

Um abraço

 

Pedro Maia 

Foto: Magnífica moldura humana a presenciar este evento automobilístico.

 

PODE CONSULTAR AQUI AS CLASSIFICAÇÕES E OS RESPECTIVOS TEMPOS REGISTADOS.



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Quarta-feira, 12 de Março de 2008
TROFÉU REGIONAL RALIS DE ALENQUER

RALI DA LABRUGEIRA - 09/03/2008

 

Teve inicio no passado Domingo, Troféu Regional de Rallys de Alenquer 2008. Nesta prova, que teve lugar na Labrugeira, (Rally Condado de Alenquer) a lista de inscritos era composta por 42 equipas, o que mostra bem o sucesso desta organização, bem como a competitividade da mesma. Basta lembrar que teve inicio, também este fim-de-semana, o Nacional de Rallys (Rally Torrié) com apenas 24 equipas à partida.

Nesta primeira prova, tivemos a oportunidade, finalmente, de poder contar com o Toyota Celica GT4, num nível de desenvolvimento, que nos permitiu lutar pelos lugares cimeiros da classificação. Apesar de ser a prova de estreia e ainda com muito caminho a percorrer na aprendizagem da nova máquina, o resultado foi excelente. No final da prova um 3º Lugar na geral, foi a recompensa para muitos meses de trabalho, mas também uma mensagem clara para quem dizia que o Mário Pires só sabia guiar os Escort.

O Rally foi bastante disputado, desde a primeira Pec. Os tempos na primeira passagem foram muito equilibrados, apenas o campeão do ano passado, conseguiu alguma vantagem, fazendo 06.01.05, enquanto nós fizemos 06.06.93. Nessa primeira passagem 6 pilotos fizeram tempos entre o segundo 06 e o segundo 08, o que mostrou a competitividade do Rally.

Na segunda passagem os tempos continuaram equilibrados, embora quase todos os pilotos tenham piorado os tempos, o que não deixa de ser estranho, pois o troço estava mais limpo o que deveria permitir tempos mais baixos.

Na paragem para o almoço a nossa equipa estava em quarto lugar, com uma desvantagem de .65 décimas para o Carlos Valentim em Ford Escort Cosworth (3º), 1,31 seg. para o Ricardo Pinheiro em Toyota Célica GT4, (2º) e 8,22 seg para o Mario Seabra em Toyta Célica GT4 (1º).

De referir ainda a excelente prestação do Bruno Ferreira, que em Lancia Delta Integrale, se encontrava a menos de dois segundos do nosso 4º lugar.

Depois do almoço, estava tudo por decidir um pequeno erro podia alterar rapidamente a tabela classificativa, por isso só existia uma coisa a fazer, andar depressa para apanhar os da frente e fugir de quem nos queria ultrapassar na tabela.

A terceira passagem pelo troço de 7 Kilometros, (troço muito bonito bem cuidado mas bastante estreito, o que levou a alguns acidentes aparatosos) não trouxe nada de novo, pois os tempos foram de novo equilibrados e nada decisivos.

Assim a ultima passagem ia ser decisiva, para a classificação final, exceptuando o Mário Seabra que tinha já alguma vantagem no primeiro lugar, (embora tudo possa acontecer em Rallys). Os 4 concorrentes que se encontravam nas posições seguintes queriam lutar pelos lugares do pódio e por isso só podiam fazer uma coisa, ATACAR ao máximo e esperar por um deslize dos outros.

E foi isso que fizemos, a ultima passagem foi a nossa melhor (05.56.68) e garantiu a terceira posição no final do rally. De referir que este tempo acaba por ser o terceiro melhor de todo o Rally, só batido pelos 05.56.02 do Ricardo Pinheiro, também na ultima passagem, e 05.56.19 do Eduardo Silva, na ultima passagem.

Existiram ainda algumas confusões com os tempos averbados, bem como com a interpretação dos regulamentos. Espero que não se voltem a repetir, pois por um erro da organização, e decisão do colégio de comissários da FPAK, o concorrente que ficou em segundo lugar deveria ter sido penalizado, o que não aconteceu.

Parabéns ao Seabra pela vitória, bem como ao Ricardo pelo segundo lugar.

Foi um bom Rally para nós, pois foi a estreia do novo carro.

Dia 06 de Abril está de volta a competição com o Rally Caldas da Rainha, a ser disputado na freguesia dos Carreiros.

Vamos proceder a alguns melhoramentos na viatura e espero sinceramente poder fazer ainda melhor.

Um abraço a todos, com dois especiais.

O primeiro para o Rui Branco que ajuda assim a promover os Rallys Regionais.

O segundo para o piloto Mário Pires, que nos últimos vinte anos foi capaz de dar muitas alegrias a quem gosta de rallys, pela espectacular forma de conduzir, agora reinventada num tracção total.

 

Pedro Maia (Co-Piloto)



publicado por BLOGOTA às 19:47
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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006
...e porque não escrever...

TEXTO DA AUTORIA DE PEDRO MAIA

 

Hoje o meu texto é de agradecimento.

Aproveitando a onda gerada por mais uma conquista para o FCO e sabendo que vou maçar mais um pouco os leitores com o tema futebol, não podia deixar de fazer alguns agradecimentos.

 

Para alem de muitas outras pessoas que nos últimos 50 anos tem emprestado o seu tempo ao futebol em Ota, gostaria de destacar dois nomes que provavelmente muitas vezes ficam esquecidos.

 

Em primeiro lugar destaco o nome Beijinha, que deu ao clube toda uma vida.

Não podemos esquecer, e em particular os jogadores da minha geração, que foi ele o grande impulsionador do futebol juvenil federado na Ota.

 

À vinte anos atrás, com poucos apoios e menos ajuda, conseguiu formar uma equipa de juvenis, para disputar o distrital.

 

Alguns desses jogadores ainda fazem parte do plantel que foi campeão este ano.

Durante os quatro anos que durou essa experiência, foram muitos os jogadores que passaram pela Ota e todos eles puderam ver e perceber o empenho daquele homem, sendo que, muitas vezes esse esforço não era reconhecido, tanto pelos jogadores (jogadores muito jovens que não percebiam muitas vezes o alcance das palavras menos simpáticas), mas mais grave pelas autoridades locais e adeptos.

O Beijinha era o presidente, o roupeiro, o director executivo, o marcador do campo, o homem que cozia os coiratos, o homem que fazia o peditório e que bebia os copos no final de cada jogo, independentemente do resultado.

 

Era comum ouvir entre os jogadores o seguinte: “O Beijinha bebe para esquecer quando perdemos, bebe porque empatar nunca é um mau resultado e bebia ainda mais quando excepcionalmente vencíamos! Não esquecer que este homem com mais de 70 anos e com uma saúde já frágil, continua a dar o seu melhor, só para poder ver umas bolas a levar uns bicos, enquanto outros bastante mais novos, continuam a dizer mal e nada fazem.

 

Por tudo isto o meu muito obrigado ao Sr. Armando Beijinha.

Acho que os jogadores deviam preparar uma pequena lembrança para este homem, era mais que merecido.

Agora é hora de destacar um segundo nome e este é talvez um pouco mais difícil para mim, pois o nome dele é Valdemar e como sabem é meu pai.

Como sabem aqueles que o conhecem, o Valdemar é um homem calado, discreto, e que nunca se pôs em bicos de pé para ter algum tipo de reconhecimento.

É um homem que desde muito novo se envolveu de corpo e alma nas diferentes associações desportivas e culturais na Ota.

 

É para mim um exemplo de honestidade, frontalidade, e de entrega ao bem público.

Desde que me lembro, o Futebol e em particular o Ota, está presente na nossa casa. As taças, as medalhas, as bolas antigas, as fotos, os equipamentos, e principalmente a boa discussão à volta deste fenómeno, que apaixona muitos milhões de pessoas pelo mundo fora e nem tanto à minha mãe.

 

Ainda me lembro do futebol europeu a preto e branco e sempre à quarta-feira.

O Valdemar obviamente conhecia os jogadores e as equipas e o Pedro, muito pequeno, escolhia as equipas pelas cores (ou os pretos ou os brancos) e lá ficavam a discutir aspectos técnicos e tácticos do jogo, e não apenas aquilo que nos chegava casa adentro.

Sempre me disse que o futebol era muito mais que o local onde a bola se encontra. O futebol é um campo inteiro, com jogadores, com movimentos, com motivações, com atitudes e principalmente com respeito pelos adversários e árbitros. O Valdemar, para alem de dirigente muito antigo deste clube, foi também jogador, mas onde se destacou foi na formação de jogadores ao longo dos últimos 30 anos.

Quantos dos jogadores actuais deram os primeiros chutos numa bola com ele por perto?

Quantos foram treinados por ele, também em adultos?

 

Quantos exemplos de fair-play recebemos deste Homem?

 

Quem o viu alguma vez discutir com um árbitro?

 

Quem o viu alguma vez envolvido em discussões com jogadores ou outros treinadores ou dirigentes?

 

Nunca!

 

Um exemplo de respeito e educação que deveria de ser seguido por muitos de nós.

Ainda hoje e aos 61 anos continua a dar o seu melhor pelo clube. A marcar o campo, no bar, nas entradas, e ainda a fazer o que mais gosta, a ensinar os miúdos porque o futebol é só um meio que temos ao nosso dispor, para fazer mais amigos, para poder crescer com mais saúde e principalmente um desporto que nos pode fazer melhores homens e mulheres.

Um abraço muito especial a estes dois homens e acho que todos nós lhes devemos muito respeito e admiração.


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publicado por BLOGOTA às 18:43
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